
Eu sou a fúria ensimesmada
eu sou o caos perseverante.
longínquos são os tempos de paz...
nada sei do momento agora
a não ser esse fervor que me alimenta.
já não raciocino mais...
nada sei do meu próprio mundo...
sou um pedido de socorro em braile...
sou o dia seguinte de incertezas...
não há nada que me torne humana...
não há nada que eu possa fazer para amenizar...
fúria, fúria, fúria... uma orquestra toda de desgostos...
quem lerá partitura do meu coração...
quem conhecerá esse efeito nebuloso...
só restam as cinzas, só restam os ossos...
não sei dar nome ao sentimento agora...
escrevo para acalmar-me, masco chicletes para acalmar-me...
o chá já é frio... a temperatura mescla entre a mágoa profunda e o ódio concentrado.
devo escrever pelo que sou de verdade...
sou a tristeza latente...
cansei de ser faike...
sou som e fúria...
sou orgulho e raiva...
sou o maremoto, a erupção...
sou, fui, és...
não há geometria, não há análise...
soltem as amarras...
vou voltar a vida...
2 comentários:
li a mim mesma, li vc, li metade do mundo nesse post! e adorei reconhecer os iguais dentro dele...
Postar um comentário